PADRÕES ELETROFORÉTICOS DE HORDEÍNAS E ISOENZIMAS PARA IDENTIFICAÇÃO DE CULTIVARES DE CEVADA

ELISEU BINNECK, JORGE LUIZ NEDEL, ODIR A. DELLAGOSTIN, A.C.S.A. BARROS E SILMAR TEICHERT PESKE

 

O objetivo deste trabalho foi determinar os padrões de eletroforese em gel de
poliacrilamida das hordeínas e isoenzimas de cinco cultivares brasileiras de cevada (Hordeum
vulgare
L.): Embrapa 43, Embrapa 127, Embrapa 128, Embrapa 129 e BR 2, visando a identificação
das cultivares. A uniformidade (homogeneidade) desses padrões também foi determinada por
meio da análise individual de 90 amostras de sementes de cada cultivar. A maioria das cultivares
foi prontamente discriminada pelos eletroforegramas de hordeínas. Três cultivares apresentaram
padrões únicos de hordeínas, enquanto as outras duas (Embrapa 128 e BR 2) apresentaram padrões
diferentes de esterases (EC 3.1.1.1). As medidas de similaridade calculadas a partir dos dados de
hordeínas e esterases conjugados, utilizando o coeficiente de Jaccard, possibilitaram discriminar
todas as cultivares e biótipos encontrados. A cultivar Embrapa 43 apresentou dois biótipos bem
definidos de hordeínas e esterases. A variação do perfil de hordeínas nessa cultivar foi diretamente
relacionada com a variação nos zimogramas de esterase. Essa relação não foi observada em todas
as cultivares que apresentaram biótipos. Pode-se constatar que a análise de dados de eletroforese
de hordeínas e esterases em conjunto é um método útil para a identificação de cultivares de cevada.



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