ANÁLISE NUMÉRICA DOS ELETROFOREGRAMAS DE GLIADINAS DE CULTIVARES DE TRITICALE

ELISEU BINNECK, JORGE LUIZ NEDEL, ODIR A. DELLAGOSTIN, SILMAR T. PESKE E A.C.S.A. BARROS

 

Buscando automatizar o processo de identificação de cultivares pelo método de
eletroforese de proteínas, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a viabilidade da utilização
de valores de intensidade das bandas como dados adicionais de polimorfismos na discriminação
de cultivares e comparar o comportamento de vários coeficientes de similaridade na análise dos
eletroforegramas de gliadinas. Os eletroforegramas de gliadinas de quatro cultivares de triticale
estreitamente relacionadas foram comparados pela análise computacional utilizando seis
coeficientes de similaridade binários (presença/ausência) (Jaccard, Sorensen-Dice, Nei & Li, Simple
Matching, Yule e Baroni-Urbani) e cinco quantitativos (Pearson product moment correlation,
Spearman, Percent Similarity, Modified Morisita e Gower). As análises quantitativas dos
eletroforegramas levaram em conta a intensidade das bandas, disposta em diferentes números de
classes, possibilitando avaliar o efeito da variabilidade desse parâmetro. Foram utilizadas cerca
de 60 amostras individuais de sementes de cada cultivar. Apesar do baixo polimorfismo intervarietal,
os coeficientes médios de similaridade dentro das cultivares sempre foram maiores do que entre
cultivares, o que indica o alto poder discriminatório dos testes. O estudo demonstra a viabilidade
de identificar cultivares de triticale pela comparação numérica dos dados de eletroforese de
gliadinas, obtidos das amostras, com uma biblioteca de eletroforegramas. Esse procedimento garante
uma comparação mais objetiva dos eletroforegramas, em relação à análise visual. Foi constatado
também, que a intensidade (densidade) das bandas nos eletroforegramas de gliadinas é muito
variável, sendo portanto um parâmetro pouco confiável na análise de polimorfismos de gliadinas
em triticale. Ainda com relação ao parâmetro intensidade, há uma perda progressiva na
confiabilidade dos resultados de comparação com o aumento no número de classes de intensidade.



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