INFLUÊNCIA DA GERMINAÇÃO DA SEMENTE E DA DENSIDADE DE SEMEADURA NO ESTABELECIMENTO DO ESTANDE E NA PRODUTIVIDADE DE MILHO
CLAUDINEI ANDREOLI, RAMIRO V. ANDRADE, SÉRGIO A. ZAMORA, MONICA GORDON
Uma das principais causas da baixa produtividade de milho é a qualidade da semente,
que afeta o estande inicial, o vigor das plantas e, conseqüentemente, a produtividade. O objetivo
deste trabalho foi determinar o efeito da germinação, um dos principais componentes da qualidade
da semente e a densidade de semeadura no estabelecimento da cultura e na produtividade de
milho. Quatro lotes de sementes de milho híbrido BRS 201, com germinação de 95%, 90%, 85%
e 75%, foram semeados em três densidades de semeadura: 50, 60 e 70 mil sementes/ha na Embrapa
Milho e Sorgo, Sete Lagoas. MG, em 1996/97 e 1997/98. Os parâmetros avaliados foram:
emergência de plântulas 10 dias após a semeadura, índice de velocidade de emergência (IVE),
número de espigas/ha, número de plantas/ha, produção de espigas/ha e produção de grãos/ha. A
utilização de sementes com germinação inferior a 90% provocou reduções acentuadas na emergência
de plântulas em campo, no número de plantas e consequentemente, na produtividade do milho
BRS 201. O aumento da densidade de 50 para 70 mil sementes/ha na semeadura não compensou
a redução da qualidade de semente. Para o acréscimo de 15% na germinação, foi observado, em
média, um ganho de produtividade de 30%. Com base nos resultados deste trabalho, recomendase
aos produtores de milho, a utilização de lotes de semente com germinação superior a 90% e
densidade de semeadura entre 50 e 60 mil sementes/ha.
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