MATURAÇÃO FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE CALÊNDULA (Calendula officinalis L.)

MARIA ANGELICA MOREIRA SILVEIRA, FRANCISCO AMARAL VILLELA, MARIA ÂNGELA ANDRÉ TILLMANN

 

A pesquisa teve como objetivo estudar o processo de maturação das sementes de
calêndula. A partir de 50% dos botões florais em antese, foi feita a marcação das flores, sendo a
coleta das sementes realizada em seis épocas: 20, 24, 28, 32, 36 e 40 dias após a antese (DAA).
Em cada coleta, as sementes foram separadas pelo tamanho (maior e menor), e classificadas
conforme a Tabela de Munsell (Munsell,1977) conforme as colorações observadas: verde, verde
claro, creme, marrom claro e marrom escuro. Em seguida, foram realizadas as determinações de
teor de água, peso da matéria seca das sementes, germinação e avaliações de qualidade fisiológica:
primeira contagem da germinação e emissão de raiz primária. O maior acúmulo de matéria seca
ocorreu entre 28 e 32 DAA, quando ainda havia sementes com coloração verde claro, entretanto,
aos 36 DAA as sementes mostraram maior viabilidade e vigor (primeira contagem da germinação
e emissão de raiz primária) não havendo diferença entre sementes de maior e menor tamanho, que
apresentavam colorações creme, marrom claro e marrom escuro. Embora não tenha ocorrido
coincidência temporal entre acúmulo de matéria seca, germinação e vigor, a maturidade fisiológica
ocorre entre 28 e 32 DAA, estando as sementes com teor de água médio de 36%, sendo indicada
a colheita aos 36 DAA com
teor de água médio de 20%, antes de ocorrer a deiscência dos frutos
aos 40 DAA.



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