TEMPERATURA E DISPONIBILIDADE DE OXIGÊNIO NO CRESCIMENTO DE PLÂNTULAS DE ARROZ IRRIGADO

ANGÉLICA POLENZ WIELEWICKI, ANTONIO CARLOS S. ALBUQUERQUE BARROS

 

Embora o Rio Grande do Sul seja responsável por cerca de 40 % da produção brasileira
de arroz, a lavoura arrozeira gaúcha tem atravessado uma crise que está relacionada, entre outros
fatores, com baixa competitividade, alto custo de produção e produtividade média abaixo do
potencial genético dos genótipos utilizados. Uma das formas que se tem adotado para produzir
respostas mais efetivas a essa crise reside na utilização do sistema pré-germinado, buscando diminuir
custos de produção e aumentar a produtividade e, em função disso, ampliar a competitividade.
Tendo em vista essas considerações, o presente trabalho tem como objetivos comparar o
desenvolvimento inicial de plântulas de arroz de genótipos utilizados no RS (BR IRGA 409, BR
IRGA 410, IRGA 416 e IRGA 417) sob diferentes temperaturas (20, 25 e 30oC) e avaliar o
crescimento inicial das plântulas em condições de aerobiose e anaerobiose. Nos tratamentos de
anaerobiose as sementes ficaram 24 horas submersas, 24 horas em aerobiose e retornaram para a
anaerobiose até o 14o dia. Os resultados dos testes permitem concluir que: a) o genótipo BR IRGA
409 mostrou-se menos adaptado à semeadura em anaerobiose, quando em temperatura de 20oC ;
b) em anaerobiose, os genótipos apresentaram crescimento radicular maior em temperaturas mais
altas.



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