Desempenho fisiológico e expressão de isoenzimas em sementes de milho submetidas ao estresse hídrico

VIVIANE MARIA DE ABREU*, ÉDILA VILELA DE RESENDE VON PINHO, RENZO GARCIA VON PINHO, GLóRIA MARIA DE FREITAS NAVES, IZABEL COSTA SILVA NETA, RENATO MENDES GUIMARãES, MARCELA REZENDE DE CARVALHO

 

A caracterização precoce de genótipos, por meio de avaliação prévia da qualidade fisiológica de suas sementes e seus sistemas enzimáticos, pode fornecer parâmetros capazes de auxiliar na seleção de novas cultivares de milho tolerantes ao estresse hídrico. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho das sementes de cinco linhagens de milho submetidas à quatro níveis de estresse hídrico. Para isso, a qualidade fisiológica das sementes, germinadas sob os potenciais osmóticos de 0,0; -0,3; -0,6 e -0,9 MPa, foi avaliada pelo teste de germinação, número de plântulas normais fortes e T50, bem como pela expressão das isoenzimas superóxido
dismutase (SOD), catalase (CAT), glutamato oxalacetato ransaminase (GOT), esterase (EST), malato desidrogenase (MDH), álcool
desidrogenase (ADH) e de proteínas resistentes ao calor. O potencial osmótico de -0,9 MPa afetou a qualidade fisiológica, bem como
o vigor das sementes de todas as linhagens avaliadas. Os maiores valores para a porcentagem de germinação, nos menores potenciais
osmóticos avaliados, foram observados nas sementes da linhagem 63. No entanto, sementes da linhagem 91 foram superiores quanto ao vigor. Maior expressão das enzimas SOD e CAT, consideradas como enzimas do sistema antioxidante, foram observadas em sementes das linhagens 44 e 91. Assim, a linhagem 91 é considerada como linhagem promissora quanto à tolerância ao estresse hídrico.



Patrocinadores