Potencial de inibição da formação de raízes e plântulas em sementes germinantes de pitangueira (Eugenia uniflora) e grumixameira (E. brasiliensis)
TALITA SILVEIRA AMADOR, CLAUDIO JOSé BARBEDO*
Sementes de espécies de Eugeniatêm potencial para gerar novas raízes e até plantas inteiras mesmo após a remoção de grande parte de suas reservas. Contudo, a formação de novas raízes e plântulas raramente ocorre de forma
espontânea e, quando as sementes são fracionadas, cada fragmento normalmente produz apenas uma nova plântula, sugerindo algum autocontrole na formação de várias plântulas. É possível, portanto, que uma vez iniciada a germinação, a semente produza substâncias inibitórias à diferenciação de novos tecidos embrionários. No presente trabalho analisou-se, em sementes de Eugenia uniflora e Eugenia brasiliensis, o potencial de inibição do crescimento de raízes e plântulas a partir do início da primeira germinação. Sementes dessas espécies foram submetidas a fracionamento total ou parcial (fissura) e colocadas para germinar. Após a germinação das fissuradas, em uma parte das mesmas o fracionamento foi completado, separando-se as metades, que foram também colocadas para germinar. Os resultados mostraram que a germinação de sementes de E. uniflora e E. brasiliensisinicia processos de inibição da regeneração de novas raízes e plântulas na semente.
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