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24 Out
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Alto vigor de semente é fundamental para suportar adversidades

Sementes de baixo e médio vigor geralmente levam o agricultor ao replantio ou o estabelecimento de população de plantas abaixo do ideal numa área específica.

Não é preciso ser nenhum expert em clima para saber que o produtor tem encarado situações das mais adversas ao longo das últimas safras. Seca no momento do plantio, frente fria chuvosa, oscilações das mais variadas - inclusive no momento do manejo - como o assoreamento na linha de semeadura. Nesse sentido, pesquisadores da Embrapa Soja salientam a importância do produtor optar por sementes de alto vigor, que na literatura técnica, pode ser definida como "o potencial para uma emergência rápida e uniforme e o desenvolvimento de plântulas normais sob ampla diversidade de condições de ambiente". Ou seja, semente sem vigor não suporta adversidades. 

O pesquisador da Embrapa Soja, José de Barros França-Neto, relata que germinação e vigor são características do pilar fisiológico da semente, considerado o mais importante, que mais sustenta o estabelecimento de uma lavoura de qualidade. Os outros três pilares são: sanitário (semente livre de patógenos como fungos, vírus e bactérias), qualidade genética e qualidade física, uma semente pura, sem contaminantes, material inerte, presença de torrões, partes de insetos ou gravetos. "Na hora do estresse, uma semente sem vigor não vai suportar, por exemplo, uma oscilação na profundidade da semeadura. Uma semente de alto vigor pode vencer essa camada de solo adicional que possa surgir no topo da linha de semeadura." 

Sementes de baixo e médio vigor geralmente levam o agricultor ao replantio ou o estabelecimento de população de plantas abaixo do ideal numa área específica. "Pesquisas de outras instituições apontam que para cada planta que se reduz por metro quadrado, são cerca de 100 a 150 quilos a menos de produtividade por hectare", salienta França-Neto. 

O pesquisador relata ainda que, pelo quarto ano de um projeto dentro da Embrapa Soja, a qualidade de semente produzida no Brasil tem evoluído, com as empresas se aperfeiçoando para colocar no mercado mais qualidade. "Percebemos essa evolução, com o produtor cada vez mais preocupado, investindo e aperfeiçoamento e treinamento visando a produção de sementes. Uma matéria-prima de qualidade gera uma planta com sistema radicular mais profundo e uma parte aérea bem desenvolvida, usando melhor os recursos do solo e também uma fotossíntese mais eficiente." 

TESTES 
Em artigo publicado os pesquisadores da Embrapa Soja relatam que existem diversos procedimentos para a avaliação do vigor. Para grandes culturas, os mais utilizados são os testes de tetrazólio, de envelhecimento acelerado e o de frio, os dois primeiros mais comuns na cultura da soja. O teste de tetrazólio é o único método que estabelece uma classificação de vigor para os lotes de sementes, informação que ainda não está disponibilizada para os demais testes. 

O teste informa a viabilidade (germinação potencial), o índice de vigor e as causas da perda da qualidade fisiológica da semente: deterioração por umidade; danos causados por percevejos; e os danos mecânicos, este último oriundo das operações de colheita e transporte da semente na unidade de beneficiamento de sementes (UBS). Veja como funcionam os testes no vídeo de realidade aumentada em código posicionado na capa da Folha Rural. 

PRODUTOR 
Além das análises de laboratório, o produtor também pode avaliar a qualidade fisiológica do lote de semente por meio de testes de qualidade a campo, por meio do teste de emergência de plântulas em canteiros. Entretanto, para a realização desses testes, é muito importante seguir algumas orientações básicas, conforme relata o pesquisador Francisco Carlos Krzyzanowski. "Padronização do número de sementes utilizadas (quatro repetições de 100 sementes cada), as condições de tipo de terra previamente peneirada, a profundidade de semeadura, a quantidade de água utilizada para a irrigação e a temperatura durante sua execução. Nesse teste, as contagens do porcentual de emergência poderão ser realizadas em dois períodos: ao 5º ou 6º dia após a semeadura e ao 8º ou 9º dia. A leitura ao 5º ou 6º dia poderá ser utilizada como um índice de vigor: quanto maior a porcentagem de plântulas emergidas nessa primeira contagem, maior o vigor do lote de sementes." (V.L.)

Fonte: Folha de Londrina - Reportagem de Victor Lopes 
 

 

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