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07 May
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RAS: A BÍBLIA SEMENTEIRA

Artigo sobre o manual de Regras para Análise de Sementes da doutora em Fitotecnia e professora da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Raquel Pires

ARTIGO

Sim, a semente é um instrumento tão valioso que precisa de um manual de instruções exclusivo dela para ser comercializada no País. Esse manual é chamado de Regras para Análise de Sementes e é conhecido no meio sementeiro como “a bíblia da análise e tecnologia de sementes”. É utilizada como uma aplicação das leis nacionais de controle de qualidade de sementes, que são baseadas nas regras internacionais prescritas pela ISTA (International Seed Testing Association) e pela AOSA (Association of Official Seed Analysts) – as duas maiores associações mundiais em análise de sementes.

Carinhosamente chamada de RAS, seu uso nos laboratórios de análise de sementes tem como principais finalidades; a) determinar a qualidade de um lote de sementes, b) determinar o valor de sementes para semeadura, c) fornecer dados para a etiquetagem e fiscalização do comércio, d) estabelecer bases para a compra e venda de sementes, e) estabelecer bases para a distribuição, armazenamento e descarte de sementes, f) avaliar o beneficiamento, g) auxiliar a pesquisa de melhoramento genético e h) identificar problemas dos lotes e possíveis causas.

Além da RAS, outros dois volumes são de extrema importância, o Manual de Análise Sanitária de Sementes e o Glossário Ilustrado de Morfologia, sendo todos elaborados com apoio de segmentos da iniciativa privada e pública, principalmente aquelas voltadas para a pesquisa (universidades e instituições), além da parceria com a ABRATES (Associação Brasileira de Tecnologistas de Sementes).

Em sua versão mais recente, de 2009, a RAS conta com 18 capítulos, sendo eles: 1) procedimentos para amostragem, 2) análise de pureza, 3) verificação de outras cultivares, 4) determinação de outras sementes por número, 5) teste de germinação, 6) teste de tetrazólio, 7) determinação do grau de umidade, 8) análise de sementes revestidas, 9) teste de sanidade de sementes, 10) exame de sementes infestadas, 11) peso volumétrico, 12) peso de mil sementes, 13) número de sementes com e sem casca, 14) teste de retenção em peneira, 15) teste do embrião excisado, 16) teste de raio X, 17) teste de sementes por repetição pesada e 18) tolerâncias, sendo que todos eles são compostos de objetivos, definições, princípios, equipamentos, cálculos e as informações de resultados.

Analisar sementes é uma etapa crucial do processo de produção de sementes, sendo fundamental o comprometimento com as análises e as metodologias descritas na RAS. Essa padronização e esse cuidado, permitirão a obtenção de resultados uniformes e comparáveis, tanto entre as diferentes análises realizadas por diferentes analistas de um mesmo laboratório, tanto por diferentes laboratórios de um mesmo país ou de outros países, além de facilitar a fiscalização da qualidade das sementes por meio de ações do governo federal.

Além do que, a realização de testes rigidamente em concordância com o que está prescrito neste livro texto, garante a qualidade da semente que chega às mãos do agricultor, que continuamente vem pagando caro pelo insumo e almeja o seu máximo de expressão em seu campo de produção. Essa garantia, mantém o sistema produtivo brasileiro em elevados patamares e contribui com a competitividade positiva do setor no cenário nacional e internacional.

OBS: ATUALIZAÇÕES DAS REGRAS PARA ANÁLISE DE SEMENTES VÊM POR AÍ, AGUARDEMOS!

Autora

Raquel Pires é Engenheira Agrônoma (UFVJM), Mestre em Agronomia/Fitotecnia (UFV) e Doutora em Agronomia/Fitotecnia pela (UFLA). Realizou parte do doutorado na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal de Lavras no Departamento de Agricultura, Setor de Sementes. É Responsável Técnica do Laboratório de Análise de Sementes da UFLA e representante da UFLA na Comissão de Sementes e Mudas de Minas Gerais.

Fonte: Mundo Agro Blog

Foto: Fernando Dias/Seapdr/Divulgação

 

 

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