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19 Jan
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Uso de sementes piratas – Um risco para a agricultura nacional

Os avanços genéticos - resultados de anos de pesquisas e testes - são levados ao campo diretamente pela semente.

ABRATES alerta para os prejuízos que a prática representa para agricultores e para a sociedade

 

Os alertas sobre os riscos causados pelo uso de sementes piratas, especialmente nas grandes culturas, como a soja, são recorrentes. Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (ABRASS), estima-se que 30% de toda a semente de soja plantada no país não esteja em conformidade legal. 

O número assusta e traz novamente para o centro do debate a importância de se valorizar a semente escolhida para a lavoura, especialmente em tempos de economia instável, quando qualquer prejuízo pode ser impactante na rentabilidade do agricultor. A ABRATES como Associação Científica de Profissionais em Ciência e Tecnologia de Sementes alerta para as perdas tecnológicas que essa prática representa para a agricultura nacional.

“Semente não é apenas um grão que germina. A semente tem características genéticas, físicas, fisiológicas e sanitárias que a distingue de um simples grão que tenha potencial de germinação, característica da semente pirata”, explica o presidente da ABRATES e pesquisador da Embrapa Soja, Francisco Krzyzanowski.

Os avanços genéticos - resultados de anos de pesquisas e testes - são levados ao campo diretamente pela semente, resultando em melhores produtos finais, ganho de produtividade e consequentemente, alimentos a preços competitivos. Benefícios que são interessantes não apenas aos agricultores, como para toda a sociedade.

“Um grão pirata não assegura que todos esses parâmetros de qualidade estejam presentes em sua plenitude. Portanto, o grande risco é do agricultor, que o adquire e sobre ele coloca todo seu investimento econômico para a produção da sua lavoura”, alerta o pesquisador.

Assim, a pirataria compromete negativamente a agricultura nacional, trazendo prejuízos que vão muito além da questão financeira. Segundo a ABRATES, a prática traz riscos concretos para toda a cadeia produtiva da agricultura em termos de potencial de produtividade da lavoura, disseminação de doenças transmitidas via semente, dispersão de sementes de plantas daninhas para áreas indenes. Outro ponto a ser observado é a qualidade de produto final, que pode não atender ao padrão de qualidade esperado de determinada cultivar devido a mistura varietal adventícia presente em lotes de sementes de origem desconhecida.

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