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17 Dez
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Tecnologia de Sementes Florestais reúne pesquisadores e profissionais

Eventos realizados durante em novembro discutiram o ganho de escala na restauração ecológica no Brasil

A Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE) realizou a Segunda Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE2018), juntamente com o X Simpósio Brasileiro sobre Tecnologia de Sementes Florestais. Os eventos aconteceram em Belo Horizonte, MG, Brasil, de 21 a 23 de novembro de 2018 e reuniram aproximadamente 500 participantes.  

A Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes - ABRATES, por intermédio do Comitê Técnico de Sementes Florestais participou dessa importante realização através da publicação de uma edição especial do Informativo ABRATES (vol 28 nº 2), com os Anais do evento. “Por meio da edição dessa obra, a ABRATES tem a certeza de que está contribuindo de maneira efetiva para o aprimoramento das técnicas de produção de sementes de espécies florestais tropicais, o que resultará na obtenção de sementes da mais alta qualidade, fator esse primordial para a conservação e o manejo sustentado e integrado dos recursos naturais de nossas florestas tropicais”, afirma o vice-presidente da ABRATES, Fernando Augusto Henning.  

O Comitê Técnico de Sementes Florestais da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES) foi criado em 1984 e tem como objetivo contribuir para a sistematização e difusão do conhecimento sobre tecnologia, colheita e análise de sementes. Desde então tem atuado como um importante agente de articulação e participação social na produção e capacitação técnica, assim como na fundamentação de políticas públicas que buscam o fortalecimento do setor.

Restauração ecológica
O tema central para os dois eventos foi o  “Ganho de escala da Restauração Ecológica no Brasil”. Todo o cenário da atividade no Brasil demanda um ganho de escala. É preciso cumprir com a legislação específica para  o tema (Lei 12.651/2012), obedecer uma política pública para tal fim (PROVEG, Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa), além de estar atento aos serviços ambientais que devem ser conservados e restaurados  e às oportunidades econômicas e sociais do setor.

“Nós temos hoje um passivo ambiental estimado de 20 milhões de hectares, dos quais 12 milhões precisam efetivamente ser restaurados”, afirma o presidente da SOBRE 2018, Ingo Isernhagen.

Com o dois eventos, foram realizadas 40 mesas-redondas, cerca de 340 trabalhos apresentados,
tanto na forma de pôsteres como apresentações orais e, pela primeira vez, em vídeos. Toda essa programação buscou proporcionar diálogos e abordou temas inéditos com foco no cenário atual de sementes florestais no Brasil e no mundo, abordando temas variados como:

• Ecologia da Restauração como suporte à prática da Restauração Ecológica;
• Relatos e estudos de caso;
• Políticas públicas e governança / Impacto da legislação na oferta e demanda de sementes e mudas nativas;
• Extensão, capacitação e comunicação;
• Definição de áreas prioritárias para restauração ecológica;
• Produção e tecnologia de sementes nativas.
• Produção de sementes: cadeia produtiva, gestão e logística;
• Tecnologia de sementes florestais nativas: a importância da pesquisa para restauração;
• A semente na economia da restauração;
• Avanços na semeadura direta para restauração ecológica;
• A importância da qualidade genética da semente e a adaptação a mudanças climáticas em projetos de
restauração ecológica;
• A proposição de políticas e inovações tecnológicas para superação de gargalos produtivos e alcançar ganho de escala.

“Esse evento está trazendo a possibilidade da gente refletir e talvez esse seja o maior mérito. Estar vendo a restauração sob o ponto de vista ecológico, sob o ponto de vista profissional de silvicultura e de plantio.  A restauração é uma grande cadeia e pela primeira vez, em 20 anos, temos quem usa sementes, juntamente com que produz semente. Essa oportunidade é que fez com que esse evento se tornasse realmente uma marca.”, Explica a  Coordenadora do Comitê Técnico de Sementes Florestais, Juliana Müller Freire.

Os associados à ABRATES podem ter acesso à versão online do Informativo ABRATES (vol 28 nº 2) no site da Associação (www.abrates.org.br/informativo-abrates).

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